Covid-19: O que é preciso saber para deixar a casa livre do vírus?
Médico destaca práticas seguras e simples que podem ajudar a reduzir os riscos da doença e a proliferação do vírus em ambientes fechados
Médico destaca práticas seguras e simples que podem ajudar a reduzir os riscos da doença e a proliferação do vírus em ambientes fechados
Declarado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como
pandemia, o novo Coronavírus não para de fazer vítimas em todo o mundo. Até
agora, já foram mais de 180 mil casos registrados, em 114 países e 4.291
mortes.
Aqui no Brasil o cenário é preocupante. De acordo com o mais
recente balanço do Ministério da Saúde, já chega a 03 o número de mortes
confirmadas. São mais de 400 infectados em 20 estados brasileiros. O aumento
dos índices acende o alerta para a importância imediata de adotar medidas
sérias para coibir a proliferação do vírus, e essas providências podem começar
dentro de casa.
O médico Alex Galoro, do Grupo Sabin Medicina Diagnóstica, esclarece que não há, por enquanto, vacinas para prevenir a doença, nem medicamentos aprovados para tratá-la, mas é possível adotar práticas que ajudam a coibir o contágio.
"Autoridades de saúde, pesquisadores, médicos e cientistas
não medem esforços para entender a Covid-19. Sabemos até agora das semelhanças
dos vírus SARS e MERS, o que nos permite afirmar ser um vírus por gotículas,
com contaminação de respiratória. Se dissemina de pessoa para pessoa entre
contatos próximos (a cerca de um metro). Pode se transmitir também por
superfícies contaminadas pelas gotículas de saliva, expelidos pelas pessoas com
o vírus", explica.
O médico destaca que há estudos que comprovam que o vírus
pode permanecer em superfícies contaminadas. "As evidências sugerem que o
Covid-19 pode permanecer viável por horas e até dias em algumas superfícies.
Por isso, o mais importante é manter uma rotina de limpeza e desinfecção dos
espaços. Esta é a recomendação da Organização Mundial de Saúde para assegurar a
prevenção de COVID-19 e outras doenças respiratórias virais em residências e
comunidades", explica.
O médico enfatiza algumas orientações para manter ambientes
domésticos livres do vírus “Os procedimentos de limpeza não garantem a
eliminação dos germes, mas, ao removê-los, diminui os riscos de propagação e ao
desinfetar o espaço com uso de produtos químicos os riscos de infecções e
circulação do vírus diminuem significativamente. Todos podem fazer sua
parte", orienta.
Com base nas observações da Organização Mundial da Saúde e
do Center for Disease Control and Prevention (CDC), o médico Alex Galoro pontua
os hábitos de saúde e higiene e as práticas que ajudam a impedir a propagação
do vírus:
• Lave as mãos frequentemente com muita água e sabão por
pelo menos 20 segundos, principalmente depois de ir ao banheiro, antes de comer
e depois de assoar o nariz, tossir ou espirrar;
• Se água e sabão não estiverem disponíveis, use um
desinfetante para as mãos, que contenha pelo menos 60% de álcool;
• Utilize lenços de papel ao tossir ou espirrar;
• Limpe diariamente as superfícies e os objetos tocados com
frequência, como mesas, bancadas, interruptores de luz, maçanetas e puxadores
do armário, com detergente doméstico comum e bastante água;
• Superfícies sujas devem ser limpas constantemente com
detergente e água antes da desinfecção;
• No processo de desinfecção, utilize produtos com ações
emergentes contra patógenos virais;
• Evite contato próximo com pessoas doentes;
• Se você estiver doente, fique em casa. Saia apenas se
houver extrema necessidade;
• Em casa, os doentes devem escolher um ambiente que possa
ser usado para separar os membros da família entre os enfermos daqueles que
estão saudáveis;
• Dentro de casa, identifique também um banheiro separado
para a pessoa doente;
• Limite o contato próximo com outras pessoas, o máximo
possível (no mínimo, cerca de 6 pés de distância);
• Evite compartilhar itens pessoais como alimentos e
bebidas;
• Forneça ao membro da sua família doente máscaras faciais
descartáveis limpas para usar em casa;
• Na medida do possível, mantenha contato com outras pessoas
apenas por telefone ou e-mail;
• Se os seus filhos adoecerem, notifique as instalações de
cuidados infantis ou escolas;
• Certifique-se de ter em mãos remédios vendidos sem receita
e suprimentos médicos para tratar febre e outros sintomas (a maioria das
pessoas poderá se recuperar em casa, sem necessidade de internação);
• Tenha em mãos itens domésticos e mantimentos suficientes
para ficar em casa por um período indeterminado de tempo;
• Evite multidões, especialmente em espaços com pouca
ventilação. Seu risco de exposição a vírus respiratórios como o COVID-19 pode
aumentar em ambientes fechados e com pouca circulação de ar se houver pessoas
doentes na multidão.
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